quarta-feira, 1 de abril de 2015

Jiu-Jítsu Brasileiro como 
Conteúdo na Educação+ Física Escolar
Você sabe o que é jiu jitsu? Se você pensou que jiu jitsu é uma luta praticada por pessoas que têm um pitbull de estimação e que adoram arrumar briga na rua, muito bem: você errou! Para começarmos a compreender essa luta, podemos tomar a tradução imediata do termo jiu jitsu, que seria “caminho suave”. Isso se deve aos seus princípios básicos, uma vez que essa prática privilegia o equilíbrio e o sistema de alavancas do corpo humano em detrimento do uso da força e das armas. Ou seja, uma luta que prioriza a consciência corporal ao invés da força, não pode ser associada às arruaças de rua.



A área esportiva educacional precisa ampliar suas possibilidades e utilizar outras modalidades esportivas para complementar as que são mais praticadas por nossas crianças em âmbito escolar, principalmente se a modalidade tiver uma identidade nacional. No senso comum as pessoas acreditam que o esporte desenvolve o indivíduo em sua forma plena (aprendem a lidar com o ganhar e perder, o trabalho coletivo). Por exemplo, nos esportes coletivos afirmam que o praticante cresce por meio do esporte.


As artes marciais que vieram do oriente são práticas corporais que trazem valores éticos e morais aos seres humanos. Essas modalidades no Brasil apareceram com o objetivo de defesa pessoal, esporte ou até mesmo como atividade física voltada para as questões da saúde. 



No oriente as artes marciais sempre estiveram ligadas a guerra ou auto-defesa. Apesar disso, Jigoro Kano, formatou os significados e movimentos que faziam parte do antigo Jiu-jítsu, restando as técnicas que não ofereciam grande perigo a integridade física, dando o nome de Judô Kodokan .  Quando a pessoa é apresentada a alguma arte marcial guiada pelos princípios filosóficos orientais, por meio da prática, acredita-se na mudança de sua conduta. Quando o estudo é mais aprofundado, percebe-se que mesmo com todo esse poder de mudança, não são transmitidos os valores na sua verdadeira essência para que o aluno entenda o que ele está fazendo.